sábado, 15 de outubro de 2011 | By: Shirley Cabral de Vasconcelos

ENGANOS



Por muito tempo
Eu pensei
Que amar era estar junto
Eu errei...

Por tantos dias
Eu plantava você
E colhia solidão
Assim eu esquecia de mim
E negava-me à razão

Tanta vezes
Eu disse a  mim
Vou te esquecer!
Depois eu me perguntava
Por que?

Agora depois de tudo
Eu sei...
É absurdo
O que eu fingia não saber
Há muito tempo que você se foi
Mas eu sempre inventava você
domingo, 25 de setembro de 2011 | By: Shirley Cabral de Vasconcelos

POR UM INSTANTE APENAS...



Por um instante
Pensei que terias voltado
Para definitivamente ficar
Por um instante
Pensei que o brilho dos teus olhos
Iriam me falar
O que você sempre escondeu
Por um instante
Eu pensei que você pudesse
Ter achado o que a gente perdeu
Por um instante
Eu achei que você
Quisesse recomeçar
De onde a gente parou
Por um instante
Eu pensei tanta coisa
E imaginei te fazer feliz pra sempre
Sonhei com o futuro
E por um instante
O futuro era o presente
Por um instante
Eu pensei que você tivesse
Entendido que não faz mais sentido
A nossa distância
Mas que pena...
Um segundo foi tempo suficiente
Pra matar minhas esperanças
Palavras só precisam de segundos
Para acontecerem
Enquanto sonhos precisam de anos
Para se realizarem
É na lembrança que o amor vive
Mas é na saudade
Que ele mata
Na persistência ele sobrevive
Mas na ausência
Ele um dia acaba.


segunda-feira, 18 de julho de 2011 | By: Shirley Cabral de Vasconcelos

BORBOLETA

Livre borboleta!
sem memória 
sem lugar certo
cada voo uma história
sempre uma flor por perto

Bela borboleta 
colorida
me ensina a  ser livre
a viver tão livre vida
a viver como tu vives
sem complicar a vida

FRAGMENTOS

Fragmentos
dos teus sorrisos
ainda se encontram
espalhados nas minhas lembranças

Fragmentos
dos teus pedidos
ainda se encontram
nas minhas mudanças


Fragmentos
das tuas palavras
ainda alimentam
minhas esperanças


Fragmentos
do teus carinhos
no meu corpo
ainda descansam

Fragmentos
da tua vida
e do nosso amor
ainda se encontram
nas minhas andanças

Fragmentos
da tua música
ainda se encontram
na minha dança

RAZÕES FINAIS


Não fique pensando
que eu estou sozinha
Não fique achando
que eu não sei mais amar
Não fique com pena de mim
se você sempr fez questão de sorrir
pra que eu pudesse chorar
Não fique pensando em mim
E não lamente
que você não soube me amar
Não diga que você
sempre esteve aqui
por que quando te procurei
Você não quis me achar

Não tente mais
correr atrás do tempo perdido
as coisas não teem mais o mesmo valor
Não fique mais querendo amar
se você nunca me amou

Veja que quando
não existem mais flores
as borboletas voam pra outro jardim
e esquecem o pra trás ficou
domingo, 17 de julho de 2011 | By: Shirley Cabral de Vasconcelos

COISAS DA PAIXÃO

Ontem, tempo tão perto
Vivi com você coisas tão lindas
Hoje, tais coisas de mim tão distantes
Que sequer ouso dizer
Que são minhas...

Ontem, tanto amor
nos teus carinhos
Que me iludi ao pensar
que a paixão é o começo
De um sentimento
Que parece que nunca vai acabar

Hoje, decepcionada compreendi
que brinquei com as minhas próprias emoções
As vezes é difícil aceitar
Que é no corpo e não no coração
que vivem e acontecem
As coisas de uma paixão
E que a ausência de amor
foi apenas um cruel engano
Para quem sem pensar disse
Eu te amo...

AMIZADE



Amizade nada mais é do que...
uma companhia desinteressada
palavras sinceras faladas
abraços que parecem um porto seguro
conversas que parecem uma oração
são ambas lágrimas
que acompanham uma alegria
ou a tristeza que provoca o choro.

Amizade nada mais é...
do que plantar carinho, compreensão e respeito
e colher agradecimento e reconhecimento
É dizer, não o que queremos ouvir
mas, o que precisamos saber.

Amizade nada mais é...
do que um instrumento, que nos serve
para que o peso das coisas difíceis 
pareçam mais leves
e a leveza das nossas alegrias
Possa ser compartilhada
Enchendo também de felicidade a vida do outro.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010 | By: Shirley Cabral de Vasconcelos

Desaparecidos

Barcos naufragados
Sonhos despertados
Vozes que se calam
Almas que vagam
Lua que se esconde
Por trás do céu nublado

E, para onde vão
Nossas coisas interompidas?
Nossas coisas desaparecidas?
Desaparecidas, mas não esquecidas

E, onde estão
As palavras que na boca não chegam?
A beleza que está desaparecida no espelho?
E o forte vermelho
Das brasas que depois se apagam?
Para onde vão e estão
Quando pensamos que elas acabam
Como triste ilusão?

Para onde vão...
Os beijos não dados
E as folhas caídas no chão
Perdidas, que voam,
o choro abafado
E as coisas que não se perdoam?

Onde está a desaparecida calma
Que aquieta o perigo
Os desaparecidos?...
Que por alguns fortes motivos
Continuam por nós, ainda não esquecidos

Suspiros de uma paixão

Tão constante
como os movimentos
Dos ponteiros de um relógio
É o desejo...
Que eu sinto pelo teu corpo
Assim, também
Plenamente vivente
São as lembranças
que eu tenho
De você e do seu rosto

Meu corpo
Mesmo que, passado algum tempo
Ainda sente teus toques
Delicamente lentos...

Você vagava
E, por mais que agora
Eu não queira, ainda vaga
Nos meus desejos mais secretos

Sempre tão lindo
Com toda essa sua expressão
de um homem menino
Pra mim sorrindo,
É um belo presente divino

Me rendi...
A tal paixão
E, tão assim
que eu te quis
Suspirei e me perdi
Nesse mundo da paixão

Você, tão perfeito reflexo
Refletido em qualquer espelho
Rende-me e leva-me
Pelos cabelos
E, em suspiros de paixão
Me realizo ao tê-lo

Mas, no desgosto
do meu gosto
Várias lágrimas
Correram no meu rosto

Quando você desencantou
Deixou de ser
Meu príncipe encantado
Quando o sonho acabou
Como o mesmo suspiro apaixonado
Que, por você dei, no segundo passado

( Fevereiro, de 2010 )



Morena beleza

Inefáveis traços de contornos perfeitos
Desenham a beleza morena do teu corpo
De extrema beleza são feitos
que não há nenhum sentido morto

Que não ressuscite ao olhar-te
Foge por ousadia, a vontade contra
De fugir e fingir não querer-te
Caída por ti, já se encontra

Toda minha força e fraqueza
Do meu corpo não sou mais dona
Quando me rendo à tua beleza

À essa tua morena beleza
Que me deixa fácil presa numa redoma
e faz ser forte toda minha fraqueza
Quando minhas feras, você doma
segunda-feira, 25 de outubro de 2010 | By: Shirley Cabral de Vasconcelos

Quem me dera...

Quem me dera...
que assim como,
tão fácil fosse,
te beijar...
Fosse, tão prazeroso e simples
Te esquecer...

( shirley Vasconcelos )

Rosas e espinhos no travesseiro

Não conto as vezes
que pra ti, escrevi tantos versos
Que derramei tantas lágrimas
E, em meio a tantos sentimentos diversos
Continuo aqui, por ti, bem mais apaixonada

Me contentando apenas
com teu olhar distante
com doces lembranças
E apenas um solitário toque
Nos lençóis da tua cama

Agarrando a saudade
Fiz dos meus pensamentos
minha realidade
 Do toque ao travesseiro
Ousei sentir e beijar
Teu corpo inteiro
E desejando te sentir e amar
Chorei rosas e espinhos
No travesseiro...

( shirley Vasconcelos )
segunda-feira, 20 de setembro de 2010 | By: Shirley Cabral de Vasconcelos

NOVA VIDA



Quando a vida
Me fechou todas as portas,
e o vento
Me soprou pro infinito
Vi meus sonhos
e desejos consumidos,
por um triste vazio.

Mas um detalhe,
Chamou minha atenção:
As portas fechadas
E o vento infinito,
Não queriam me transportar
Pra lugar algum
Apenas me " casular ",
transformar
meus sentimentos,
renovar meu coração,
dar asas aos meus sonhos,
poderes às minhas mãos.

Por um momento,
As portas fechadas
e o vento infinito
fizeram tal metamorfose comigo.
E com um novo espírito,
Abriram-se as portas
de uma nova vida.
acalmou-se o vento
tristezas mortas,
novos tempos!

( Magna Vanuza & Shirley Vasconcelos )

sábado, 18 de setembro de 2010 | By: Shirley Cabral de Vasconcelos

SONETO DA DIREÇÃO DO RECOMEÇO



Pegue o mesmo transporte,
A tua Vida
Tenha sempre pronto, nas mãos um passaporte
Para uma fuga, uma partida.

Mude de direção
Quando o agora te decepcionar
Pegue teu já maltratado coração,
E  aprenda novamente a amar

Pegue o mesmo Violão
Mas toque  músicas novas...
Pegue essa solidão e jogue fora!

Aos seus rumos, dê um novo endereço
Mas procure não cometer os mesmos erros
Como os  pássaros, encontrarás a direção do Recomeço.

Shirley Vasconcelos

FABRICANDO UM POETA




Triste Vida que pesa sobre a realidade
Que ao longo dos dias
Pesa também a saudade
Das coisas que viveu
E não viverá jamais
Do amor que sente
Que parece não desaparece nunca mais
Acerta-lhe o coração
A flecha da solidão
Que muito lhe fere
Da falta da presença e da emoção
Do amor que prefere
Perdeu a Beleza
A graça do Céu estrelado
Do dia ensolarado
Mas descobre a Poesia
Nessa Vida de amor já vazia
Corre a Caneta nas mãos do poeta
Encontrando uma maneira
De amenizar sua dor secreta
Os sentimentos caem
Na folha em Branco do Papel
Como a água que fertiliza a terra
Quando em forma de chuva, cai do Céu
Costurando palavras
Para dar vida à sua dor  
Para dar vida à sua fala
Que a tristeza calou
Buscando matéria Prima
Para a sua poesia
Na ponta da caneta, surgidas estão
Jogadas no papel
As palavras que deseja
Completa-se por fim
A poesia e sua fabricação
Com a caneta, o papel,
O poeta e a solidão.

Shirley Vasconcelos
quinta-feira, 9 de setembro de 2010 | By: Shirley Cabral de Vasconcelos

A BELEZA DE UMA LÁGRIMA


Como um lindo sonho
A realidade agora se veste
Os versos que componho
Fazem a canção de amor
que não se esquece

Mas, o tempo muda
E a saudade de viver o que passou
Vive em nós
Nasce uma lágrima
gota calada
orvalhando sentimentos
levados pelo tempo

mas como é belo
deixar uma lagrima rolar
assumindo o amor
como única coisa na vida
que não pode faltar
( Shirley Vasconcelos )

SONETO: A VOLTA




                                                                                      Imagem: sol.sapo.pt


Eu voltei aquele mesmo lugar
Aos meus olhos, nada estava diferente
Eu desejava ainda te amar
Mas, você não estava ali presente

Sozinha, via que tudo parecia
Estar, estranhamente do mesmo jeito
Mas, faltava você e a tua alegria
E tudo perdia o sentido do perfeito

Daquele tempo para cá
Eu, Talvez tenha mudado de sentimento
a magia, que nos envolvia não estava mais la

tudo acabou com o passar do tempo
eu desejava dizer já
E tudo voltar a ser como nos velhos bons tempos

( SHIRLEY VASCONCELOS )